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Ryanair inicia rotas em Lisboa.

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Na conferência de imprensa onde foram anunciadas as primeiras rotas da Ryanair de Lisboa, o número 2 da companhia, Michael Cawley, abordou outros assuntos.

Resumidamente, passamos em análise:

- O inicio de rotas em Lisboa é um começo de um processo que a Ryanair quer culminar numa base operacional. As negociações continuam. São necessários preços de operação e instalações mais económicos;

- Base em Lisboa quando? Provavelmente após setembro 2014, data em que começam a receber novos aviões Boeing 737;

- A compra da ANA pela Vinci contribuiu para a entrada da Ryanair em Lisboa, mas não foi factor chave. A companhia tem boas relações com a ANA, que compreendeu que teria de abrir o leque de rotas e destinos já este inverno;

- Charleroi, Stansted, Hahn e Beauvais, são novos destinos do aeroporto de Lisboa. Foram escolhidos pela companhia por saber que resultam bem entre as bases nacionais do Porto e Faro;

- A Ryanair passa a operar 61 rotas em Portugal. Espera transportar 4.2 milhões de pax anuais no país;

- Com as 4 rotas a companhia tem uma capacidade de 400 mil passageiros por ano em Lisboa. Equaciona aumentar voos e rotas, mas é um cenário a ponderar com calma;

- A Ryanair acredita que pode trazer uma mais-valia ao aeroporto de Lisboa, proporcionando voos nos horários menos preenchidos e fora das horas de grande tráfego. Após as 10h da manhã;

- A companhia sabe que o aumento de tráfego do presente ano de Lisboa tem sido de 4%. A Ryanair acredita que pode trazer a Lisboa mais 3 a 4 milhões de pax anuais caso crie uma base. Propõe-se a aumentar os 15 milhões de pax anuais de LIS a nível dos 30%;

- A Ryanair afirma ter tarifas duas vezes mais baixas que a easyJet e cinco vezes mais económicas do que a TAP. Afirma assim que só agora Lisboa recebe uma companhia low cost;

- Lisboa terá 50 voos semanais Ryanair. Diariamente a companhia aumenta a capacidade do aeroporto em 1200 pax;

- A Ryanair está a negociar com Faro a situação do tráfego de inverno. Depois de um verão em que teve 10 aviões colocados, e que espera ter 2 no inverno, a companhia quer que a ANA e o Turismo de Portugal beneficiem da sua experiência de aeroportos de regiões periféricas. Diz que Canárias, Irlanda ou Costa do Sol são regiões que apostaram em tráfego low cost para motivar a ida de passageiros a regiões que só podem crescer com aviação baixo custo.

- Uma possível base em Lisboa não irá criar problemas nas do Porto e Faro. São negócios independentes de aeroportos fortes.